26 dezembro 2002


Querido diário,
sempre me perguntam por que eu virei prostituta. Entrei para a prostituição porque essa é uma das poucas profissões nas quais você pode começar por cima. Depois fica por baixo, de costas, de frente e faz até o 120 _ um 69 com uma garrafa de 51 enfiada no cu. Vida de prostituta é assim, cheia de sobe e desce. Quem disse que somos mulheres de vida fácil não sabe o duro que a gente dá. Quer dizer, o duro que a gente recebe. Você sabe, meu diário, que desde pequena eu sempre fui muito metida. Nada mais natural que eu continuasse assim na vida adulta.

Hoje o prostíbulo no qual eu dou expediente estava cheio, um entra e sai danado. Lá pelas tantas alguém teve a idéia de fazer um leilão de putas, para saber quem dava mais. Estou ficando cansada, diário. Hoje mesmo tive uma discussão com um anãozinho que queria pagar meia. É por isso que estou pensando em me candidatar a deputada. O slogan já está pronto: "Já que é para foder com você, vote numa profissional".

Vida de puta é foda.

Na semana que vem: Pamela entra para o cinema pornô. Mande um e-mail para ela contando o que você achou do diário.

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