13 dezembro 2002

Nota de falecimento
Enquanto o Brasil inteiro chorava a morte do sertanista Orlando Villas Boas, uma outra morte passou quase que despercebida. Um animal que já vivia debaixo da terra ficou lá para sempre. Sim, amigos, foi com imenso pesar que o Ibama anunciou ontem a extinção do minhocoçu gigante (Rhinodrilus fafner), que ganhou este nome por chegar a medir até 2 metros. A imensa minhoca desapareceu juntamente com a perereca da folhagem, outra na lista dos extintos. Enquanto vivo, o animal gigante fez a alegria de muitos cientistas que passavam dias e dias no mato, enterrando e desenterrando minhocoçu. O anelídeo agora entrou para os anais da ciência. Enquanto isso, as piranhas (Serrasalmus spp) continuam se reproduzindo por aí livremente. Ontem mesmo eu passei pela Atlântica e vi um cardume.
Tenho cá para mim que o minhocuçu morreu de tanto comer a perereca da folhagem, mas isso é apenas uma suspeita infodida, digo, infundada. Caro leitor, se você encontrar um minhocoçu por aí, agasalhe-o. Ele precisa de você. Por isso estou lançando a campanha:

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