16 janeiro 2003




O Rio é paraíso fiscal. Quer dizer, paraíso de fiscal!
Pobre só ganha uma bolada quando fica perto de campo de futebol. É por isso que eu, sempre atento a qualquer oportunidade de ganhar dinheiro desonestamente, estou acompanhando de perto o desenrolar dos acontecimentos no Rio de Janeiro, o mais novo paraíso fiscal do Brasil. Quer dizer, paraíso de fiscal.
No Rio, os fiscais se dão tão bem que compraram uma Ilha, a Ilha Fiscal. Mas engana-se quem pensa que a vida de um fiscal é só roubalheira. Tem também o desvio de verba e a corrupção. É nesse ponto que eles mostram toda a sua homossexualidade: corrupção é só passiva. O esquema é simples: primeiro, a empresa sonega. Depois, o fiscal só nega que tenha roubado.
Silverdinha começou sua carreira como fiscal do Sarney, depois entrou para a fiscalização do ICMS (Imposto sobre Circulação de Montantes Surripiados) e, por fim, estava no Codin, órgão encarregado de extorquir um Cadin de cada empresa. Seu plano é se aposentar como fiscal da natureza e ficar o dia inteiro protegendo as verdinhas.
Eu estou querendo uma boquinha dessas. Afinal, foi meu pai quem me ensinou o valor da desonestidade. Tudo o que eu tenho na vida eu devo a ele.

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